sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A MISSA - LITURGIA DA PALAVRA

A parte principal da Liturgia da Palavra (a Mesa da Palavra de Deus) é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a Profissão de Fé e as Preces da Comunidade.
As leituras dos domingos estão distribuídas num ciclo de três anos: A (Mateus), B (Marcos), C (Lucas), João não tem ano especial porque é o evangelhista dos períodos solenes.
A Primeira Leitura é escolhida do Antigo Testamento de acordo com a temática do Evangelho. Todavia, o Tempo Pascal faz exceção a esta regra, pois a Primeira Leitura é tirada dos Atos dos Apóstolos, pois esse livro narra a vida da Igreja logo após a Ressurreição do Senhor.
A Segunda Leitura é tirada das epístolas do Novo Testamento, são lidas sem ligação com o tema do Evangelho, contudo o tema é sempre uma vivência para a nossa santificação.
O Salmo Responsorial, é escolhido para proporcionar uma resposta ao texto lido anteriormente, ou seja, a Primeira Leitura.
No Evangelho, quem nos fala é o próprio Cristo que nos dá o anúncio da salvação. Todos se encontram de pé demonstrando a sua disponibilidade ao que o Senhor vai falar. Ao anúncio do Evangelho nos persignamos (fazemos o sinal-da-cruz) na fronte, para que a mensagem penetre em nossa mente; sobre os lábios, para que proclamemos aos irmãos a mensagem recebida e no peito, para que vivamos a mensagem que nos será anunciada.
A homilia constitui uma conversação sobre o mistério celebrado, em geral a partir das leituras bíblicas que foram proclamadas.
A Profissão de Fé, recitada ou cantada pelo sacerdote com o povo estando todos de pé visa uma afirmação de fé por parte do povo.
Na Oração Universal ou Oração dos Fiéis, o povo responde à Palavra de Deus acolhida na fé e, exercendo a sua função sacerdotal eleva preces a Deus pela salvação de todos. Normalmente as intenções são pelas necessidades da Igreja, pelos poderes públicos, pela salvação de todo o mundo, pelos que sofrem qualquer dificuldade e pela comunidade local.

A MISSA - RITOS INICIAIS

O primeiro Rito é o próprio fato de os fiéis se reunirem em assembléia. O povo se congrega para ouvir a Palavra de deus e renovar sua aliança com Ele.
Os Ritos Iniciais da Missa são: Canto de Entrada, Saudação do Altar e do povo reunido, Ato Penitencial, Glória e Oração de Coleta.
O Canto de Entrada é o canto que acompanha a caminhada do sacerdote e dos ministros (símbolo do povo em caminho), a finalidade deste canto é abrir a Celebração e promover a união da assembléia.
Na Saudação do Altar é necessária pois o Cristo está presente no símbolo do altar e na assembléia, por isso o celebrante saúda o altar com um ósculo (beijo), abre a celebração em Nome da Santíssima Trindade e saúda a assembléia, desejando o Amor do Pai, a Graça de Cristo e a comunhão do Espírito Santo.
No Ato Penitencial o sacerdote convida a assembléia a um exame de consciência, e após breve pausa (silêncio), através de uma fórmula de confissão geral, reconhecemos nossos pecados, e o sacerdote realiza a absolvição dos pecados leves.
O Glória, clama com alegria, a confiança e a esperança que sempre marcaram os fiéis. É a fé de alguém que conhece a providência divina. Não pode ser substituído por outro texto.
A Oração do Dia, também chamada Coleta é a primeira oração própria do presidente da celebração, mas que supõe e requer o assentimento de toda a assembléia através do Amém. O sacerdote convida o povo a rezar dizendo "Oremos", todos se conservam em silêncio por alguns instantes, oferecendo suas intenções pessoais, o sacerdote coleta as orações interiormente formuladas e reza a oração do dia.

UM POUQUINHO DE LITURGIA NA MISSA

O termo Liturgia é uma palavra extra bíblica, vem dos vocábulos gregos e significa "obra para o povo". O Concílio Vaticano II nos definiu: "É uma ação sagrada, através da qual, com ritos, na Igreja e pela Igreja, se exerce e prolonga a obra sacerdotal do Cristo, que tem por objetivos a santificação dos homens e a glorificação de Deus".

MÚSICA E LITURGIA

Conforme a orientação do Concílio Vaticano II, a música apropriada à Liturgia é aquela que está mais intimamente integrada à ação litúrgica e no momento ritual ao qual se destina.
A criação de um repertório bíblico-litúrgico pressupõe o cumprimento de alguns critérios:
  • Os textos dos cantos sejam retirados da Sagrada Escritura ou inspirados nela
  • As melodias devem ser acessíveis à grande maioria da assembléia, porém belas e inspiradas
  • Sejam evitados melodias e textos adaptados de canções populares, trilhas sonoras de filmes e novelas
  • O tempo do ano litúrgico e suas festas
  • O jeito da cultura do povo
  • Os salmistas jamais deverão substituir o salmo responsorial por outro canto

O MINISTRO DA MÚSICA


O ministro de música exerce um ministério, ou seja, presta um serviço. Então, conclui-se que é alguém que serve a Deus e também à comunidade com sua arte.
O termo serviço já manifesta uma pré-disposição à humildade. Se somos servos de Deus não podemos ser contrários à Sua vontade.
O músico é qualquer pessoa com talento para as artes, que empunha um instrumento musical e faz música, seja tocando ou cantando. Já o Ministro da Música deve ser uma pessoa primeiramente de oração, um verdadeiro adorador, alguém que caminha junto de sua Igreja, que conhece e cumpre os mandamentos de Deus e sabe ouvir a voz do Senhor em seu coração. Ele silencia diante de Deus e sabe intuir a canção agradável ao Senhor e que vai tocar o coração de quem a ouve, permitindo assim que o Senhor realize prodígios e milagres por meio de uma simples canção.
O Ministério de Música é quem marcha à frente, é por isso que quem serve a Deus na música é mais atacado, porque é exatamente a música que faz o exército marchar confiante.
Não esqueçamos: "Importa que Ele cresça e eu diminua". João 3, 30


terça-feira, 19 de outubro de 2010

AS VESTES E AS CORES LITÚRGICAS

Os paramentos sacerdotais: "Revestir-se de Cristo"

Este simbolismo que podemos apreciar na vida cotidiana, verifica-se com muito maior intensidade nas vestes litúrgicas, especialmente nas da Celebração Eucarística. Ao ser ordenado, o sacerdote reveste-se de Cristo, e esse fato é representado em cada Missa. O Papa Bento XVI afirmou que "os paramentos litúrgicos pretendem precisamente ilustrar o que significa 'revestir-se de Cristo', falar e agir in persona Christi (na pessoa de Cristo)".
O olhar do coração deve dirigir-se ao Senhor
Após lavar as mãos, pedindo a Deus para "limpá-la de toda mancha", o sacerdote coloca o amicto ao redor do pescoço e sobre os ombros, rezando: "Imponde, ó Senhor, sobre minha cabeça o elmo da salvação, para defender-me de todos os assaltos do demônio".
O nome deste paramento provém do latim 'amictus' (cobertura, véu) e sua origem remonta ao século VIII. Sobre seu simbolismo, afirma Bento XVI: "No passado - e nas ordens monásticas ainda hoje - ele era colocado primeiro sobre a cabeça, como uma espécie de capuz, tornando-se assim um símbolo da disciplina dos sentidos e do pensamento, necessária para uma justa celebração da Santa Missa".


A alva: lembrança da veste de luz recebida no batismo

Durante os primeiros séculos do Cristianismo, o vestuário dos eclesiásticos era idêntico ao dos leigos. Em plena perseguição religiosa, a prudência os aconselhava a evitar qualquer sinal que denunciasse aos agentes do governo seu "delito" de pertencer à Igreja e adorar o único Deus verdadeiro, infração punida com a morte naquela época.
No século VI, entretanto, deu-se no vestuário dos leigos uma transformação completa. Enquanto os romanos, influenciados pelos bárbaros que invadiram o Império, adotaram a veste curta dos germanos, a Igreja manteve o uso latino das longas vestimentas, as quais tornaram-se o traje distintivo dos clérigos e pouco a pouco ficaram reservadas para as ações sagradas.
Daí provém, entre outras, a alva, uma túnica talar branca. Ela é a veste litúrgica própria do sacerdote e do diácono, mas podem trajá-la também os ministros inferiores, quando devidamente autorizados pela autoridade eclesiástica. Ao revestir-se dela, o sacerdote reza: "Purificai-me, ó Senhor, e limpai meu coração para que, purificado pelo sangue do Cordeiro, possa eu gozar da felicidade eterna".
Essa oração alude à passagem do Apocalipse: os 144 mil eleitos "lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiero" (Ap 7, 14). Evoca também o vestido festivo que o pai deu ao filho pródigo, quando este voltou sujo e andrajoso à casa paterna, bem como a veste de luz recebida no batismo e renovada na ordenação sacerdotal.

O cíngulo da pureza

Revestido da alva, o sacerdote cinge-se com o cíngulo, um cordão branco ou da cor dos paramentos, símbolo da castidade e da luta contra as paixões desregradas. Enquanto o prende à cintura, o ministro de Deus eleva a Ele esta prece: "Cingi-me, Senhor, com o cíngulo da pureza e extingui meus desejos carnais, para que permaneçam em mim a continência e a castidade".


A estola da autoridade

Em seguida, o sacerdote reveste-se da estola, uma faixa do mesmo tecido e da mesma cor da casula, adornada de três cruzes: uma no meio, e as outras duas nas extremidades. Ela simboliza a autoridade espiritual do sacerdote, e do outro lado, o jugo do Senhor, que ele deve levar com coragem, e pelo qual há de recuperar a imortalidade. O padre a coloca em torno do pescoço, depois a cruza sobre o peito e passa por baixo do cíngulo, enquanto reza: "Restaurai em mim, Senhor, a estola da imortalidade, que perdi pela desobediência de meus primeiros pais, e, indigno como sou de aproximar-me de vossos sagrados mistérios, possa eu alcançar o gozo eterno".


O jugo do Senhor, simbolizado pela casula

Por último, coloca a casula, que completa a indumentária própria à celebração da Santa Missa. A oração para vesti-la também faz referência ao jugo do Senhor, mas lembrando o quanto este é leve e suave para quem o carrega com dignidade: "Ó Senhor, Vós que dissestes: 'Meu jugo é suave e Meu peso é leve', fazei que eu seja capaz de levar esta vestimenta dignamente, para alcançar a Vossa graça".

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

BUSQUEMOS A SANTIDADE NO NOSSO NAMORO

  1. Masturbação

A Igreja Mãe, é sábia. Nos coloca com todo seu magistério e confirmação do Espírito Santo, que o ato de se masturbar é pecado gravíssimo para a humanidade. Esse ato coloca a sexualidade - que consiste na união de dois filhos amados do Criador - em puro egoísmo e dureza de companheirismo e amor.

Quando o homem ou a mulher se masturba, coloca o seu corpo que é templo do Espírito Santo em perfeita profanação àquele que faz do nosso próprio corpo o seu templo. E a Profanação pode ser ainda maior, pois a cada Eucaristia que participamos e comungamos, nós nos tornamos o próprio tabernáculo que guarda o Corpo e Sangue do Cristo Eucarístico.

Ao cometer este ato de puro egoísmo, o homem ou a mulher se isola e quebra a aliança que o Cristo fez com o seu próprio Sangue. Vale lembrar que nos tempos atuais, a masturbação é considerada um ato de conhecimento pessoal de nosso corpo. O mundo nos submete a ver e sentir as propagandas explícitas incitando, principalmente os jovens, a se conhecerem através da masturbação a sexualidade.

  • Masturbação Visual

A masturbação visual consiste em ver o mundo com os olhos do puro sexo. Estamos envolvidos por filmes, revistas e propagandas que só se baseiam em mostrar e repartir a família. Nossos olhares são pegos com propagandas sem nenhum escrúpulo, que devemos sempre estar com a sexualidade a flor da pele.

O jovem é induzido a engolir um mundo que é materialista, que para vender seus produtos, apela para a sexualidade desenfreada a fim de seduzir novos clientes. Não podemos nos "poluir" com esses excessos de pornografia visuais que o mundo pluralista envolve cada vez mais a humanidade. Mas ressaltamos que se temos indícios que nos levam a essa pornografia, também não podemos nos deixar levar por isso. Muitos jovens aproveitam para se desculpar que se masturbam por causa das propagandas que incentivam tal coisa. Mas se de um lado temos algo que nos incentiva, de outro temos a força do Espírito Santo, que nos dá coragem para não nos poluirmos.

Temos que levar a nossa fé também aos meios de comunicação e gritar que somos templos do Espírito Santo. Que Deus nos quer puros e santos e que qualquer pornografia que nos leve a masturbação seja destruída com o poder de nossas orações.

  • Masturbação Escrita

Ainda dentro desse contexto temos a masturbação escrita, que são as revistas e livros pornográficos ou mesmo piadas.

Entendemos que tudo isso é pecado gravíssimo, pois se nós somos testemunhas vivas e tabernáculo do Cristo Eucarístico, devemos pelo desejo de buscar a santidade, destruir e fugir de tudo que nos leva a esse pecado.

Queremos sempre colocar nossas vidas a disposição do Senhor, colocar nossa sede de santidade na nossa sexualidade que pertence ao Cristo. Satanás tem atingido muitos filhos de Deus através da sexualidade desenfreada, colocando a masturbação como uma delícia, mas na verdade a masturbação nos leva a romper a aliança que temos com Deus.

Assim somos convidados a queimar toda a pornografia escrita e buscar não se poluir com a pornografia visual. E o mais importante, largar o pecado da masturbação e se confessar. E a cada dia consagrar-se ao Cristo e esperar o dia que Deus colocará a pessoa certa para que possa haver a entrega de dois filhos amados de Deus, isto é, de acordo com os mandamentos da Santa Madre Igreja, em que os dois fazem o voto de entregar-se um ao outro no sacramento do matrimônio.