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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A MISSA - RITO DA COMUNHÃO

Concluída a Oração Eucarística, o sacerdote diz a exortação que precede o Pai Nosso, e com ela inicia o Rito da Comunhão. O Pai Nosso foi introduzido por São Gregório Magno Papa, como oração preparatória para a Comunhão.
Quando rezamos o Pai Nosso na Missa, ele não termina com "Amém", porque na Missa esta oração só é concluída quando toda a assembléia diz "Vosso é o Reino, o Poder e a Glória para sempre".
Após o Pai-Nosso, segue-se o Rito da Paz, o Sacerdote parte o Pão Eucarístico. O Sacerdote coloca uma parte da hóstia no Cálice, significando a unidade do Corpo e do sabgue do senhor na obra da salvação.
O Cordeiro de Deus é o canto da assembléia que acompanha a Fração do Pão.
Durante a Comunhão, entra-se um canto que exprime, pela unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes e demonstra a alegria dos corações. Prevê-se que antes de receber a comunhão haja um sinal de reverência, uma inclinação de cabeça o9u de corpo, que deverá ser feita enquanto o que está à frente recebe a Comunhão.
O Canto de Ação de Graças, deve levar a todos uma adoração e louvor a Deus pela partilha do pão. Não esquecer de respeitar o silêncio.
O Canto Final deve ser alegre, pois é o canto de envio da assembléia.

A MISSA - LITURGIA EUCARÍSTICA


A Liturgia Eucarística compreende a preparação das Ofertas, Oração Eucarística e Comunhão.

O momento das ofertas é a preparação do Altar para o Sacrifício Eucarístico. O pão e o vinho são levados ao celebrante. Há a infusão da água no vinho a ser consagrado, simbolizando a natureza humana unida a natureza divina no mistério da Encarnação (o novo povo de deus nascidos das águas do Batismo). Os fiéis ofertam os dons que ajudarão na manutenção do Templo.

A Oração Eucarpistica (=oração de Ação de Graças), chamada também de Anáfora(=aquilo que se lança sobre) vai do diálogo do sacerdote com a assembléia "o Senhor, esteja convosco", que introduz o Prefácio, até o grande Amém da doxologia (=glorificação). Através deste Amém, a assembléia assume e faz sua toda a Oração Eucarística.

A MISSA - LITURGIA DA PALAVRA

A parte principal da Liturgia da Palavra (a Mesa da Palavra de Deus) é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a Profissão de Fé e as Preces da Comunidade.
As leituras dos domingos estão distribuídas num ciclo de três anos: A (Mateus), B (Marcos), C (Lucas), João não tem ano especial porque é o evangelhista dos períodos solenes.
A Primeira Leitura é escolhida do Antigo Testamento de acordo com a temática do Evangelho. Todavia, o Tempo Pascal faz exceção a esta regra, pois a Primeira Leitura é tirada dos Atos dos Apóstolos, pois esse livro narra a vida da Igreja logo após a Ressurreição do Senhor.
A Segunda Leitura é tirada das epístolas do Novo Testamento, são lidas sem ligação com o tema do Evangelho, contudo o tema é sempre uma vivência para a nossa santificação.
O Salmo Responsorial, é escolhido para proporcionar uma resposta ao texto lido anteriormente, ou seja, a Primeira Leitura.
No Evangelho, quem nos fala é o próprio Cristo que nos dá o anúncio da salvação. Todos se encontram de pé demonstrando a sua disponibilidade ao que o Senhor vai falar. Ao anúncio do Evangelho nos persignamos (fazemos o sinal-da-cruz) na fronte, para que a mensagem penetre em nossa mente; sobre os lábios, para que proclamemos aos irmãos a mensagem recebida e no peito, para que vivamos a mensagem que nos será anunciada.
A homilia constitui uma conversação sobre o mistério celebrado, em geral a partir das leituras bíblicas que foram proclamadas.
A Profissão de Fé, recitada ou cantada pelo sacerdote com o povo estando todos de pé visa uma afirmação de fé por parte do povo.
Na Oração Universal ou Oração dos Fiéis, o povo responde à Palavra de Deus acolhida na fé e, exercendo a sua função sacerdotal eleva preces a Deus pela salvação de todos. Normalmente as intenções são pelas necessidades da Igreja, pelos poderes públicos, pela salvação de todo o mundo, pelos que sofrem qualquer dificuldade e pela comunidade local.

A MISSA - RITOS INICIAIS

O primeiro Rito é o próprio fato de os fiéis se reunirem em assembléia. O povo se congrega para ouvir a Palavra de deus e renovar sua aliança com Ele.
Os Ritos Iniciais da Missa são: Canto de Entrada, Saudação do Altar e do povo reunido, Ato Penitencial, Glória e Oração de Coleta.
O Canto de Entrada é o canto que acompanha a caminhada do sacerdote e dos ministros (símbolo do povo em caminho), a finalidade deste canto é abrir a Celebração e promover a união da assembléia.
Na Saudação do Altar é necessária pois o Cristo está presente no símbolo do altar e na assembléia, por isso o celebrante saúda o altar com um ósculo (beijo), abre a celebração em Nome da Santíssima Trindade e saúda a assembléia, desejando o Amor do Pai, a Graça de Cristo e a comunhão do Espírito Santo.
No Ato Penitencial o sacerdote convida a assembléia a um exame de consciência, e após breve pausa (silêncio), através de uma fórmula de confissão geral, reconhecemos nossos pecados, e o sacerdote realiza a absolvição dos pecados leves.
O Glória, clama com alegria, a confiança e a esperança que sempre marcaram os fiéis. É a fé de alguém que conhece a providência divina. Não pode ser substituído por outro texto.
A Oração do Dia, também chamada Coleta é a primeira oração própria do presidente da celebração, mas que supõe e requer o assentimento de toda a assembléia através do Amém. O sacerdote convida o povo a rezar dizendo "Oremos", todos se conservam em silêncio por alguns instantes, oferecendo suas intenções pessoais, o sacerdote coleta as orações interiormente formuladas e reza a oração do dia.

UM POUQUINHO DE LITURGIA NA MISSA

O termo Liturgia é uma palavra extra bíblica, vem dos vocábulos gregos e significa "obra para o povo". O Concílio Vaticano II nos definiu: "É uma ação sagrada, através da qual, com ritos, na Igreja e pela Igreja, se exerce e prolonga a obra sacerdotal do Cristo, que tem por objetivos a santificação dos homens e a glorificação de Deus".

terça-feira, 19 de outubro de 2010

AS VESTES E AS CORES LITÚRGICAS

Os paramentos sacerdotais: "Revestir-se de Cristo"

Este simbolismo que podemos apreciar na vida cotidiana, verifica-se com muito maior intensidade nas vestes litúrgicas, especialmente nas da Celebração Eucarística. Ao ser ordenado, o sacerdote reveste-se de Cristo, e esse fato é representado em cada Missa. O Papa Bento XVI afirmou que "os paramentos litúrgicos pretendem precisamente ilustrar o que significa 'revestir-se de Cristo', falar e agir in persona Christi (na pessoa de Cristo)".
O olhar do coração deve dirigir-se ao Senhor
Após lavar as mãos, pedindo a Deus para "limpá-la de toda mancha", o sacerdote coloca o amicto ao redor do pescoço e sobre os ombros, rezando: "Imponde, ó Senhor, sobre minha cabeça o elmo da salvação, para defender-me de todos os assaltos do demônio".
O nome deste paramento provém do latim 'amictus' (cobertura, véu) e sua origem remonta ao século VIII. Sobre seu simbolismo, afirma Bento XVI: "No passado - e nas ordens monásticas ainda hoje - ele era colocado primeiro sobre a cabeça, como uma espécie de capuz, tornando-se assim um símbolo da disciplina dos sentidos e do pensamento, necessária para uma justa celebração da Santa Missa".


A alva: lembrança da veste de luz recebida no batismo

Durante os primeiros séculos do Cristianismo, o vestuário dos eclesiásticos era idêntico ao dos leigos. Em plena perseguição religiosa, a prudência os aconselhava a evitar qualquer sinal que denunciasse aos agentes do governo seu "delito" de pertencer à Igreja e adorar o único Deus verdadeiro, infração punida com a morte naquela época.
No século VI, entretanto, deu-se no vestuário dos leigos uma transformação completa. Enquanto os romanos, influenciados pelos bárbaros que invadiram o Império, adotaram a veste curta dos germanos, a Igreja manteve o uso latino das longas vestimentas, as quais tornaram-se o traje distintivo dos clérigos e pouco a pouco ficaram reservadas para as ações sagradas.
Daí provém, entre outras, a alva, uma túnica talar branca. Ela é a veste litúrgica própria do sacerdote e do diácono, mas podem trajá-la também os ministros inferiores, quando devidamente autorizados pela autoridade eclesiástica. Ao revestir-se dela, o sacerdote reza: "Purificai-me, ó Senhor, e limpai meu coração para que, purificado pelo sangue do Cordeiro, possa eu gozar da felicidade eterna".
Essa oração alude à passagem do Apocalipse: os 144 mil eleitos "lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiero" (Ap 7, 14). Evoca também o vestido festivo que o pai deu ao filho pródigo, quando este voltou sujo e andrajoso à casa paterna, bem como a veste de luz recebida no batismo e renovada na ordenação sacerdotal.

O cíngulo da pureza

Revestido da alva, o sacerdote cinge-se com o cíngulo, um cordão branco ou da cor dos paramentos, símbolo da castidade e da luta contra as paixões desregradas. Enquanto o prende à cintura, o ministro de Deus eleva a Ele esta prece: "Cingi-me, Senhor, com o cíngulo da pureza e extingui meus desejos carnais, para que permaneçam em mim a continência e a castidade".


A estola da autoridade

Em seguida, o sacerdote reveste-se da estola, uma faixa do mesmo tecido e da mesma cor da casula, adornada de três cruzes: uma no meio, e as outras duas nas extremidades. Ela simboliza a autoridade espiritual do sacerdote, e do outro lado, o jugo do Senhor, que ele deve levar com coragem, e pelo qual há de recuperar a imortalidade. O padre a coloca em torno do pescoço, depois a cruza sobre o peito e passa por baixo do cíngulo, enquanto reza: "Restaurai em mim, Senhor, a estola da imortalidade, que perdi pela desobediência de meus primeiros pais, e, indigno como sou de aproximar-me de vossos sagrados mistérios, possa eu alcançar o gozo eterno".


O jugo do Senhor, simbolizado pela casula

Por último, coloca a casula, que completa a indumentária própria à celebração da Santa Missa. A oração para vesti-la também faz referência ao jugo do Senhor, mas lembrando o quanto este é leve e suave para quem o carrega com dignidade: "Ó Senhor, Vós que dissestes: 'Meu jugo é suave e Meu peso é leve', fazei que eu seja capaz de levar esta vestimenta dignamente, para alcançar a Vossa graça".

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Liturgia das Horas



O mistério de Cristo, sua encarnação e sua páscoa, que celebramos na eucaristia, especialmente na assembléia dominical, penetra e transfigura o tempo de cada dia pela celebração da Liturgia das Horas "O Ofício Divino". Esta celebração em fidelidade às recomendações apostólicas de "orar sem cessar", está constituída de tal modo que todo curso do dia e da noite seja consagrado pelo louvor de Deus. Ela constitui "a oração pública da Igreja", na qual os fiéis (clérigos, religiosos e leigos) exercem o sacerdócio régio dos batizados. Celebrada "segundo a forma aprovada" pela Igreja, a liturgia das horas é verdadeiramente a voz da própria esposa que fala com o esposo, e é até a oração de Cristo, com seu corpo, ao Pai.
A Liturgia das Horas é destinada a tornar-se a oração de todo o povo de Deus. Nela, o próprio Cristo "continua a exercer sua função sacerdotal por meio de sua Igreja", cada um participa dela segundo o seu lugar próprio na Igreja e segundo as circunstâncias de sua vida: os presbíteros(padres) enquanto dedicados ao ministério da palavra; os religiosos e religiosas, pelo carisma de sua vida consagrada; todos os fiéis, segundo suas possibilidades: "Os pastores de almas cuidaram que as horas principais, especialmente as vésperas, nos domingos e dias festivos mais solenes, sejam celebradas comunitariamente na Igreja. Recomenda-se que os próprios leigos recitem o Ofício Divino, ou juntamente com os presbíteros, ou reunidos entre si, e até cada um individualmente".
Celebrar a Liturgia das Horas exige não somente que se harmonize a voz com o coração que reza, mas também "que se adquira um conhecimento litúrgico e bíblico mais rico, principalmente dos salmos".
Os hinos e as ladainhas da oração das horas inserem a oração dos salmos no tempo da Igreja, exprimindo o simbolismo do momento do dia, do tempo litúrgico ou da festa celebrada. Além disso, a leitura da palavra de Deus a cada hora, e em certas horas, as leituras dos padres da Igreja e dos mestres espirituais revelam mais profundamente o sentido do mistério celebrado, ajudam na compreensão dos salmos e preparam para a oração silenciosa. A "Lectio Divina", em que a palvra de Deus é lida e meditada para tornar-se oração, esta sim enraizada na celebração litúrgica.
A Liturgia das Horas, que é como um prolongamento da celebração eucarística, não exclui, mas requer de maneira complementar as diversas devoções do povo de Deus, particularmente a adoração e o culto ao Santíssimo Sacramento.


Fonte: CIC (Catecismo da Igreja Católica) Nº1174 à 1178