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domingo, 27 de junho de 2010

1º de julho - Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo

No antigo calendário litúrgico, o dia 1º de julho era dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Após o Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI uniu sua celebração à do Corpo de Cristo (Corpus Christi), que oficialmente passou a se chamar solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Porém nada impede que se dedique o mês de julho, de maneira especial o dia 1º de julho, para prestar um culto especial ao Sangue de Cristo, grandioso sinal do misericordioso do Senhor para conosco.
Um dos grandes propagadores do culto ao Sangue de Jesus foi São Gaspar del Bufalo (1786-1837), padre, nascido em Roma, Itália. Ordenado em 1808, fundou a Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue e as Irmãs Adoradoras do Preciosíssimo Sangue.
O Catecismo da Igreja Católica, nos recorda que o sangue e a água que jorraram do lado aberto de Cristo dão origem à Igreja e aos seus sacramentos, em especial a Eucaristia e o Batismo.
Há vários séculos atrás, a grande doutora da Igreja, Santa Catarina de Sena, ensinava e testemunhava a respeito do precioso sangue do Senhor.
Mais de cinco séculos depois, através da Apóstola da Misericórdia, Santa Faustina Kowalska, o próprio Jesus expressa o desejo de que seu sangue e suas chagas sejam oferecidos em oração de expiação pelos próprios pecados e os do mundo inteiro, especialmente dos pecadores endurecidos, bem como das almas do purgatório. Isto é compreensível, uma vez que o seu sangue derramado é uma fonte transbordante de misericórdia "Vós nos destes o que tínheis de mais caro, isto é, o Sangue e a Água do Vosso Coração" (Diário 1747), afirma Santa Faustina. Na imagem de Jesus Misericordioso, os raios vermelhos representam o Seu sangue derramado que é a vida das almas, ou seja, a graça sobrenatural que nos fortalece. O valor do seu sangue divino-humano para nossa salvação é incalculável: "Ó Jesus, quando medito sobre esse grande preço do Vosso Sangue, alegro-me com sua grandeza, porque uma só gota seria suficiente para todos os pecadores" (Diário nº 72).
Na mais famosa invocação se clame pelo sangue do Senhor: "Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus como Fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!". No Terço da Misericórdia nos unimos a Cristo, na força do Espírito, e oferecemos ao Pai o sangue de Cristo por nossos pecados (Diário nº 476). Na Eucaristia (Hóstia Santa) "está encerrado o Corpo e o Sangue do Nosso Senhor, como testemunho da infinita misericórdia para conosco, e especialmente para com os pobres pecadores!" (Diário nº 356).
"Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha Misericórdia, tirem proveito do Sangue e da Água que jorram", diz Jesus a todos nós (Diário nº 848).


quarta-feira, 2 de junho de 2010

CORPUS CHRIST

A Quinta-feira Santa é o dia da instituição da Eucaristia, mas a lembrança da Paixão e Morte do Salvador não permite uma celebração festiva. Por isso, é na Festa de Corpus Christi que os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.

A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon (†1258), a qual recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra do sacramento da Eucaristia. Essa santa era priora da Abadia de Cornillon e teve, conforme a tradição, uma visão da Igreja sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade. Juliana comunicou esta imagem a Dom Roberto de Thorete, bispo de Liége, também ao douto Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos e a Jacques Pantaleón, mais tarde o Papa Urbano IV. A Solenidade mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos. A santa foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII (1592-1605).

O milagre de Bolsena: Quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Santa Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, aconteceu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Ainda hoje se conservam, em Orvieto, os corporais onde se apóiam o cálice e a patena durante a Celebração Eucarística e também se pode ver a pedra do altar em Bolsena, manchada de sangue.

O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, próximo de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, informado do milagre, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, teria então pronunciado diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”. Em 11/08/1264 o Papa emitiu a Bula “Transiturus de mundo”, na qual prescreveu que, na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração.

Em 1317, o Papa João XXII (1316-1334) publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. A celebração normalmente tem início com a Santa Missa, seguida pela procissão pelas ruas da cidade, que se encerra com a bênção do Santíssimo.

Todo católico deve participar dessa procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única na qual o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vem visitar o Seu povo. Tudo isso tem muito sentido e deve ser preservado.

terça-feira, 1 de junho de 2010

1º de Junho - Dia de Santo Aníbal Maria Di Francia

"Rogai, pois, ao Senhor da messe que envie operários para a sua messe" (Mt 9, 38).
Este santo nasceu em Messina (Itália),em 05/07/1851, filho de pais nobres. Ainda bebê, ficou órfão de pai, o que contribuiu para despertar nele um especial amor pelos órfãos e crianças abandonadas. Grande amante de Jesus Sacramentado, foi diante dEle que, ainda jovem, recebeu a intuição do "Rogate" (Rogai), conforme o versículo acima citado, que tornou-se o carisma ao qual dedicou toda a sua vida.
Tendo entrado no seminário, Aníbal foi ordenado sacerdote em 16/03/1878. tendo tido contato com a periferia pobre de Messina, empenhou-se, não sem dificuldades que ele enfrentou com grande fé, para auxiliar caridosamente os pobres e marginalizados. em 1882 tiveram início os seus orfanatos, nos quais o Padre Aníbal pretendia não somente dar pão e trabalho aos órfãos, mas, sobretudo, dar-lhes uma boa formação moral e religiosa.
Animado por um profundo zelo pelos órfãos e pobres, e pela Salvãção detodos os homens, eimpelido pelo ideal do "Roga-te", Padre Aníbal tornou-se um grande sensibilizador sobre a necessidade de rogar ao Senhor pelas vocações, no intuito deobter bons operários para a vinha do Senhor. Em 1887 fundou a Congregação das Filhas do divino Zelo, e, dez anos mais tarde, a dos Rogacionistas, que hoje estão presentes nos cinco continentes num constante empenho de difusão da oração pelas vocações e de assistência aos necessitados.
No dia 01/06/1927, após gozar, já terra, uma clara e genuína fama desantidade, Padre Aníbal partiu para o Céu. Seus funerais foram uma apoteose. Nesta ocasiaõ o povo dizia: "vamos ver o santo que dorme". O Servo de deus, João Paulo II, beatificou o Padre Aníbal em 07/10/1990, e canonizou-o em 16/05/2004.
Santo Aníbal é para todos nós, além de celeste intercessor, modelo vivo deamor a Deus e ao próximo, de zelo pela Salvação das almas, e de promotor da causa das vocações, com a oração e ação.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Festa da Misericórdia

A Festa da Misericórdia ocupa um lugar privilegiado entre todas as formas de devoção à misericórdia divina reveladas à irmã Faustina. Pela primeira vez Nosso Senhor falou sobre a instituição desta Festa em 1931, em Plock, quando exprimiu a Sua santa vontade de que fosse pintada a imagem: "Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. quero que essa imagem que pintarás com o pincel, seja benzida solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia."
A escolha do primeiro domingo depois da Páscoa para a Festa da Misericórdia tem o seu profundo sentido teológico ao mostrar a união que existe entre o mistério pascal da redençãoe o mistério da misericórdia de Deus. Esta união está ainda sublinhada pela Novena da Misericórdia que se inicia na Sexta-feira Santa com o Terço da Misericórdia.
É um tempo de graça para toda a humanidade. "Desejo que a Festa da Misericórdia seja o refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores."
Jesus fez maravilhosas promessas em relação à festa "... neste dia estão abertas as entranhas da minha misericórdia, derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da minha misericórdia."
Para participar plenamente desta festa podemos fazer a novena da misericórdia divina, que começa na Sexta-feira Santa e termina no sábado antes da festa. Esta novena foi ensinada pelo próprio Senhor à Santa Faustina (mundialmente conhecida como secretária da misericórdia).
Devemos ressaltar que essa festa tem 4 pilares obrigatórios dados por Nosso Senhor, são eles: exposição da imagem da misericórdia, confissão, adoração, terço e santa missa.
JESUS, EU CONFIO EM VÓS!


DEK

quarta-feira, 31 de março de 2010

SEMANA SANTA

De todos os momentos de Sua Paixão, o Salvador sofreu espiritualmente com mais intensidade na Santíssima Quinta-feira à tarde. Sua dor era tão grande que para expressar a sua intensidade disse aos apóstolos: "A minha alma está triste até a morte" (Mc 14, 34).
Para lembrar esta triste e cruel agonia, as almas piedosas passam em oração uma hora durante a noite da Quinta-feira Santa com o objetivo de adorar e venerar os sofrimentos do Salvador, diante do altar da exposição.
Imaginemos uma noite escura. Cristo, acompanhado dos apóstolos, dirige-se, após a ceia, ao jardim das oliveiras, onde costumava rezar. Acompanhemo-lo em espírito, contemplamos suas dores, penetramos no fundo do seu coração misericordioso, sintamos a sua indizível tristeza e aflição, medo e angustia, aversão e repugnância que o lançaram por terra e fizeram brotar sangue e suor do seu Santíssimo corpo; participemos da sua ardente oração, prestando a mais profunda homenagem ao Pai Celestial e pedindo a sua misericórdia divina.
Percebemos em Nosso Senhor no Horto, o medo e a angústia, a aversão e uma grande tristeza e aflição. Ora deixa os apóstolos, ora volta até eles,; ora queixa-se da tristeza e do abandono, ora busca o consolo dos homens. Está profundamente perturbado e traz uma grande inquietação interior. Seu suor sangrento, por um lado aponta para a delicada constituição do corpo, e por outro lado, a enorme angústia da alma.
Como deveria ser forte a oposição da vontade contra as exigências da faculdade interior, o seu rosto está pálido, os membros tremem de pavor o peito se contrai convulsivamente, a respiração se esvai na boca, os olhos contemplam com angústia ora o céu, ora a terra, ora os apóstolos, com um agonizante pavor.
Agrande mudança em Cristo foi saber da consequencia da certeza de Sua Paixão e Morte, conhecia ele, melhor do que ninguém, o preço da sua vida, o seu valor para o céu e a terra, para sua mãe e para os apóstolos. Sua viva imaginação apresentou com todos os detalhes as cenas de sua amarga Paixão. A humilhação e o desprezo, o horror da morte na cruz, a dor dos apóstolos, a negação de Pedro, a dor de sua amadíssima mãe...
Aproximemo-nos do Santíssimo, prostremo-nos por terra, que está orvalhada pelo Sangue do Salvador, que clama não pela vingança, mas pela misericórdia para o mundo. Adoremo-lo oculto no Sacramento do altar, e que no silêncio impenetrável, reza continuamente por nós.
A Sua alma paira sem cessar entre Deus e o mundo, e as gotas de sangue derramadas misericordiosamente no Horto protegem a terra da ira da Justiça.
Unamos os nossos sentimentos e atos de adoração com cânticos incessantes dos coros celestiais: Santo, Santo, Santo é o Senhor do Universo! os céus e a terra estão cheios da Vossa Glória!
Portanto, elevemos nossa alma diante do sacrário e aprendamos com o prisioneiro do amor e da misericórdia, o espírito da reparação, com quanta força devemos suplicar e pedir perdão e socorro para nós pecadores. Aqui está a escola e a fonte da oração e de expiação, aqui está o modelo de adoração e expiação pelos nossos pecados.
TENHA UMA DIVINA SEMANA SANTA!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ao nos aproximarmos do Domingo de Ramos, somos convidados pela Liturgia da Semana Santa a contemplarmos a Pixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.
Na Quinta-feira Santa, Jesus lava os pés dos Discípulos. Este gesto nos diz que toda a vida de Jesus, do começo ao fim, foi um lava-pés, isto é, um serviço aos homens.
Assim, Jesus institui a diakonia, o serviço, e a coloca como lei fundamental, como estilo de vida para os seus discípulos.
Na Sexta-feira Santa ocorre a celebração da Paixão e Morte do Senhor. Dia de penitência e jejum. Jesus entregou Sua Vida para a nossa salvação e redenção. Nossa salvação deriva da iniciativa do Amor de Deus para conosco, Jesus ofereceu-se livremente por nossa salvação, nos amou até o fim.
No Sábado Santo celebramos a Vigília Pascal. Com a bênção do fogo, é logo acesso o Círio Pascal, a luz do Cristo Ressuscitado, ilumina a comunidade para celebrar as maravilhas que fez o Senhor, desde a criação do mundo, passando pela libertação dos hebreus, até a Páscoa Nova do Senhor Jesus. Nossos corações prorrompem de alegria: Aleluia, o Senhor Ressuscitou!
No Dia do Senhor celebramos a vitório da vida, a alegria da Ressurreição. Este é o dia que o Senhor fez para nós e n'Ele exultemos! A Páscoa traz a certeza para o coração de cada cristão, certeza da vida eterna.
Por isso, não deixe esta Semana Santa passar em branco em sua vida e se possível não deixe de aproximar-se do Sacramento da Reconciliação (Confissão) e da Comunhão com o Senhor.