Seguindo a sequencia do Evangelho, as pessoas se comprimiam para escutar Jesus. Isto porque Jesus anunciava algo vivo e verdadeiro. Da mesma maneira, deve acontecer cada vez que tocamos. Simplesmente porque aquilo que tocamos é Palavra Viva do Senhor. E atrair multidões não é ter um platéia repleta e sim produzir algo inspirado pelo Espírito Santo, onde a ação de Deus é o principal ator e nós somente um instrumento. Assim, nossa música deve ser um testemunho vivo daquilo que proclamamos. Se a sua música não causa este efeito, algo muito errado está acontecendo. Músicos do mundo cantam suas canções como verdade. Acreditam no que cantam e arrastam multidões, lotam estádios para proclamar, muitas vezes, letras sem sentido e até cultuar satanás. O músico católico canta o Deus Verdadeiro e, na maioria das vezes, não causa este impacto. O que acontece?
Acredito que você tenha questionado seu ministério neste momento. Acabei de questionar o meu. Quando eu canto que creio nas promessas de Deus, tenho que crer verdadeiramente nestas promessas e vivê-las, caso contrário, meu ministério será um eterno jogo de contradições. E as pessoas percebem isto. É algo intuitivo, inconsciente e não adianta disfarçar.
Nossa comunicação não ocorre somente na fala ou na escrita. Nossos gestos, atitudes, entonação da voz, olhar, entre outras coisas, manifestam-se também naquilo que somos e sentimos. A boca fala daquilo que o coração está cheio. Se Deus não está lá (no coração) plenamente, não arrastaremos multidões. Na essência, as pessoas não vêm atrás do músico e sim daquilo que ele está transmitindo. O povo tem fome e está pronto para consumir. Assim aconteceu na multiplicação dos pães. Outras denominações religiosas já perceberam isso e muitos estão fazendo o uso errado desse conhecimento. O catolicismo possui o Deus Vivo e Verdadeiro. Contudo, para transmiti-lo, ele tem que estar conosco. O Emanuel (Deus conosco) tem como sinônimo vida de oração. Por hora, refletiremos um pouco mais sobre a palavra.
Para ressaltar o poder da palavra, dou os seguintes exemplos: recebi uma ligação de um paciente que saiu daqui do consultório questionando uma palavra mal dita por mim no final da sessão. O pior foi que tive a melhor das intenções, mas o resultado foi desastroso. Isto resultou em 20 minutos ao telefone para consertar o que fiz de errado. Ainda bem que deu certo. Em outro caso, a mãe disse a filha: "fique quieta". Desde então, minha paciente estendeu tal ordem para toda sua vida e não conseguia mais se expressar, mesmo quando tinha razão. Trago estes acontecimentos para salientar que palavras têm poder e que elas precisam ser colocadas adequadamente. Portanto, tome cuidado com aquilo que você diz e está verdadeiramente transmitindo.
Neste sentido, temos que fazer constantemente uma revisão em nossa vida e consertar nossas falhas, a fim de proclamar a Boa-Nova. Assim, Pedro fazia com a rede. Estava consertando para nova pesca. Fazendo uma analogia de nossas vidas com a rede, podemos concluir que ela deve ser constantemente consertada, porque basta um pouco de uso e ela se rasga e, com o passar do tempo, não pesca mais nada, nem bota furada.
Isso evidencia que nossa música, consequentemente, é falha. O que, particularmente, me surpreende é o fato de Deus utilizar nossa música para evangelizar. Emprestamos nossa música a Deus e Ele se utiliza dela para realizar a sua obra. É claro que foi Deus quem nos deu a música. Mas, uma vez dada, podemos fazer dela o que bem entendermos. Contudo, não nos esqueçamos que Deus não precisa dela e sim, é Ele quem se faz precisar por empréstimo.
Jesus pediu a barca emprestada a Pedro para evangelizar. Poderia ter dito não a Deus. Não teríamos o papa. Não teria fundado esta Igreja. Eu não estaria aqui escrevendo e você lendo. Mas, muitas vezes, não "emprestamos" nossa música a Deus, mesmo tocando algo com tema religioso. Por exemplo: tocar somente determinada música, tocar somente um estilo de música de meu gosto, não ouvir sugestões de outros membros do ministério. Dissimulados no rótulo de ministros de música, camuflados na hipocrisia da aparência, muitas vezes fazemos do altar nosso palco e dos fiéis nossa platéia. Fingimos que tocamos para Deus e, na verdade, estamos tocando para nosso próprio ego. Pense no seu ministério. É assim?
Deus nos chama à obediência. Jesus disse a Pedro: "Faze-te ao lago e lançai vossas redes para pescar" (Lucas 5, 4b). Pedro obedeceu. Resmungou e obedeceu. Isto significa fazer algo contra a nossa vontade. Deus nos fala e nós nos antepomos à vontade dele, fazendo nossa própria vontade. Isto é um movimento narcísico infantilizado de nossa personalidade. Precisamos crescer e amadurecer.
Pedro confiou na palavra do Senhor e fez o proposto. Quando fazemos a vontade de Deus, as coisas ficam mais fáceis, gerando frutos em abundância. Esta é a pesca com Deus. Ocorre em proporção tão imensa que precisa dos irmãos para ajudar. Isto é o exemplo do trabalho em comunidade. Mas o trabalho sem Deus ocorre de maneira árdua, sem frutos ou muito escasso. Enquanto Pedro não estava com Jesus, a pesca não gerou frutos. Esta é a diferença a ser mensurada em nosso ministério. Se ele não está gerando bons frutos, proporcionando paz, amor, alegria e caridade nas pessoas, significa a ausência de Deus em sua obra ministerial. Pedro parou, ouviu o que o Senhor tinha a lhe dizer e seguiu sua palavra. Isto indica para nós a intimidade com Deus, obtida através da vida de oração. Portanto: joelhos no chão.
Entretanto, a tentação faz com que constantemente nos afastemos do plano de Deus. Ela aparece através do medo em assumir uma vida na qual podem acontecer situações contra nossos desejos. Deus pode nos levar a percorrer caminhos que não gostamos. Outro elemento da tentação é a insegurança em não alcançar uma meta estabelecida por Deus para nossa vida. Imagino que Pedro tenha passado por estes dois sentimentos no momento em que Jesus o convida a segui-lo.
Voltamos ao passado sempre através do pecado. Isto faz parte de nossa personalidade: pulsões instintivas que tentam, em todo momento, sobrepujar nossa consciência. "Ficai alerta..." (Efésios 6, 14a).
Os apóstolos deixaram tudo e o seguiram. Este é o convite de Jesus, neste momento: deixar tudo para segui-lo. Este deixar tudo não é somente no sentido literal de abandonar todas as coisas materiais. No sentido alegórico, é converter-se no sentimento e na razão, passando a crer no Evangelho como meio de mudança de vida. Você crê?
"Texto escrito por Padre Marcelo Rossi, extraido da Revista Terço Bizantino "
" OH!, QUE GRANDES GRAÇAS CONCEDEREI AS ALMAS QUE RECITAREM ESTE TERÇO. AS ENTRANHAS DA MINHA MISERICÓRDIA COMOVEM-SE POR AQUELES QUE RECITAREM ESTE TERÇO. ANOTA ESTAS PALAVRAS, MINHA FILHA, FALA AO MUNDO DA MINHA MISERICÓRDIA, QUE TODA A HUMANIDADE CONHEÇA A MINHA INSONDÁVEL MISERICÓRDIA. ESTE É O SINAL PARA OS ÚLTIMOS TEMPOS, DEPOIS DELE VIRÁ O DIA DA JUSTIÇA, ENQUANTO É TEMPO, RECORRAM À FONTE DA MINHA MISERICÓRDIA, TIREM PROVEITO DO SANGUE E DA ÁGUA QUE JORRARAM PARA ELES"
DIÁRIO 848
"ALEGRA-SE O MEU CORAÇÃO COM ESSE TÍTULO DA MISERICÓDIA. DIZ QUE A MISERICÓRDIA É O MAIOR ATRIBUTO DE DEUS. TODAS AS OBRAS DAS MINHAS MÃOS SÃO COROADAS PELA MISERICÓRDIA."
" Os fiéis leigos estão na linha mais avançada da vida da Igreja, graças a eles a Igreja é o principio vital da sociedade humana. Por isso, especialmente eles devem ter uma visão sempre mais clara não somente de pertecerem à Igreja, mas de serem Igreja, isto é, a comuidade dos fiéis na Terra sob a direção do chefe comum, o papa, e dos bispos em comunhão com ele. Eles são a Igreja." CIC 899
" Nas comunidades eclesias, a ação deles é tão necessária que sem ela o apostolado dos padres muitas das vezes não obteria, pleno efeito"
CIC 900
" Os leigos, em virtudes de sua consagração ao Cristo e da unção do Espírito Santo, recebem a vocação admiravél e os meios que permitem ao Espirito produzir neles frutos, sempre mais abudantes."
CIC 901
" Se tiverem as qualidades exigidas, os leigos podem ser admitidos de maneira estável aos ministérios de leitores de acólitos...."
CIC 901
" Os leigos que forem capazes e que se formarem podem também dar sua colaboração na formação catequética, no ensino das ciências sagradas e atuar nos meios de comunicação social."
A Igreja mais do que nunca, está tomando consciência de que o evangelho deve ser anunciado por todos, em especial pelos leigos. Pelo batismo somos inseridos no Cristo Jesus e somos, como Ele, missionários, sacerdotes e profetas. Teresa de los Andes sentiu-se, desde pequena, chamada a contemplar a beleza de Deus e percebeu que não podia viver sem anunciar o Cristo. E, por ser monja de clausura não estava fechada à beleza de outras vocações como caminho de santidade. Aliás, á sua amiga Gordita, dava um conselho muito interessante: " se você quer se casar deve se arrumar melhor,vestir-se melhor... se não, como vai se casar? Teresa de los Andes escreveu a suas amigas: "nem todos os bons são chamados por Deus para serem religiosos. O mundo precisa de almas virtuosas e hoje mais do que nunca é de absoluta necessidade o bom exemplo. Neste momento histórico em que estamos vivendo, é importante que todos os cristão tenham uma visão missionária da própria vocação e que sejamos comprometidos no anúncio do Evangelho. Ninguém pode se sentir excluído desta vocação. O V CELAM, cujo o tema foi " Ser discípulo e missionário de Jesus", nos convoca a todos para sermos fermento de uma vida nova. A beleza da Igreja é que todos, mesmo não vivendo a mesma vocação, sejam inseridos na videira, que é Cristo Jesus, e produzam muitos frutos.
No dia 14 de agosto, a partir das 21h, o Setor Juventude da Arquidiocese do Rio estará reunido na Catedral Metropolitana para uma noite de oração. A Vigília, que seguirá até às 9h do dia 15, contará com a animação de um show e momentos fortes de intercessão durante a Missa, a procissão luminosa, a adoração ao Santíssimo Sacramento, as laudes cantadas e a caminhada até a Candelária, para um abraço simbólico que peça paz para a Cidade.
“Para que todos sejam um” é o tema escolhido para esta vigília, que marca o segundo grande encontro do Setor Juventude da Arquidiocese, que tem por objetivo buscar a unidade entre as diversas expressões que trabalham com a evangelização dos jovens e visa também estar em oração pela próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que será realizada na Espanha, em Madri, no próximo ano. O primeiro momento foi no dia 27 de março, quando cerca de 20 mil jovens se reuniram em frente à Catedral Metropolitana para darem testemunho da sua fé pelas ruas do Centro do Rio, em procissão rumo ao Largo da Carioca. O evento celebrou o 25º Dia Mundial da Juventude (DMJ) e anunciou o desejo da Cidade de sediar a Jornada Mundial (JMJ) de 2014.
Será a Banda Bom Pastor que animará a noite de oração. O Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, vai presidir a Santa Missa, que terá início às 22h30min. À meia-noite começará a procissão luminosa, presidida pelo Bispo Auxiliar Dom Antônio Augusto. Os movimentos jovens, com velas acesas e rezando o terço, vão seguir pelas ruas do Centro, levando faixas e estandartes que expressem a fé da juventude católica. Após o retorno da procissão para a Catedral, os missionários da Comunidade Shalom vão dar início à adoração ao Santíssimo Sacramento. Haverá momento para testemunhos e às 5h30min as laudes serão cantadas. Às 6h30 os participantes, acompanhados por um carro de som, seguirão em caminhada até a Candelária, onde os jovens farão um ato público em defesa da paz e o Arcebispo conduzirá o encerramento.