quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Na apresentação de nosso blog criado há mais de 3 anos, dissemos que nos inspiramos nas palavras de Nosso Senhor "Ide e fazei discípulo meu" proferidas pelo Papa Emérito Bento XVI.
Hoje, ainda no clima da tão sonhada e esperada Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, inspirados pela voz de nosso querido Papa Francisco, ratificando esse pedido de Nosso Senhor Jesus Cristo "Ide e fazei discípulos entre todas as nações", vimos informar que nosso blog juventude católica rj está de volta, com o desejo de anunciar a Boa Nova da Salvação ao mundo inteiro.
"Até os confins desta Terra nós levaremos a Tua Palavra!"






terça-feira, 25 de janeiro de 2011

RITO DA COMUNHÃO


NOTAS SOBRE O ESTUDO Nº 79 DA CNBB - A MÚSICA LITÚRGICA NO BRASIL

PAI-NOSSO
A “Oração do Senhor” introduz nossa preparação imediata para a participação no Banquete Pascal. Nº 309

ACLAMAÇÃO “VOSSO É O REINO”
Esta aclamação desenvolve e concluiu o embolismo que segue a Oração do Senhor. É propriamente cantada por todos, sobretudo quando se canta o Pai-Nosso. Por fazer parte da Oração do Senhor, seria conveniente ambas as partes seguirem uma mesma melodia. Nº 306

CANTO DA PAZ
Sua função é de acompanhar o gesto da saudação da paz. É um canto facultativo podendo ser reservado para ocasiões especiais. Nº 322

CORDEIRO DE DEUS
Este canto acompanha o partir do pão, antes de se proceder a sua distribuição. Não deve ser usado como se fosse uma maneira de encerrar o movimento criado na assembléia durante o abraço da paz. A invocação e a súplica, eventualmente executadas de modo dialogado pelo solista ou coral e a assembléia, podem ser repetidas tantas vezes quantas o exigir a ação que acompanham, terminando sempre com a resposta: “Dai-nos a paz” ao contrário do Santo e do Pai-Nosso, o Cordeiro de Deus não é necessariamente um canto do povo e pode ser cantado apenas pelo coral. Quem inicia este canto não pe quem preside, mas a assembléia ou cantor. O ritmo e o modo de execução sejam condizentes com o sentido de invocação e súplica, que só deve ser executado no momento de partir o pão eucarístico. Nº 310

CANTO DE COMUNHÃO
Visa muito especialmente, a fomentar o sentido de unidade. É canto que expressa o gozo pela unidade do Corpo de Cristo e pela realização do Mistério que está sendo celebrado. Por isso, a maior parte dos hinos eucarísticos utilizados tradicionalmente na Adoração ao Santíssimo Sacramento não é adequado para este momento, pois ressaltam apenas a fé na Presença Real. A letra não se reduza a expressão individualista, intimista e sentimentalista da comunhão. Que ela projete a assembléia como um todo, e cada uma das pessoas que participam, para a constituição do Corpo Místico de Cristo. Não é necessário que este canto se prolongue, ininterruptamente, durante todo o ato de repartir o Pão do Céu. Em certas oportunidades seria até vantagem interromper os versos por interlúdios instrumentais, tornando o canto menos maçante e favorecendo a interiorização. Em algumas oportunidades, é importante que ele faça transbordar a alegria da Festa, sendo um canto exultante, cantado com a espontaneidade de um sorriso. Outra possibilidade é selecionar refrãos bem conhecidos da assembléia, sobretudo em celebrações de massa, e cantá-los um após outro, com interlúdios instrumentais. Nº 314, 315 e 316

AÇÃO DE GRAÇAS
Este canto não é necessário, e às vezes nem desejável, quando já houve um Canto de Comunhão, com participação do povo, que se prolongou por algum tempo após a distribuição do alimento eucarístico. Recomenda-se, então, o silêncio sagrado, um momento de interiorização após a movimentação ou exultação que poderá ter caracterizado a procissão de comunhão. Nº 320

CANTO FINAL OU DESPEDIDA
Normalmente, não tem sentido o Canto Final. A reforma conciliar pôs o “Ide em paz” como última fórmula da celebração, e seria ilógico um canto neste momento, pois a assembléia está dispensada. Durante a saída do povo, o mais conveniente seria um acompanhamento de música instrumental. Se em alguma ocasião parecer oportuno um canto final, por exemplo, o hino do padroeiro na sua festa, ou um hino em honra da Mãe do Senhor em alguma de suas comemorações, que ele seja cantado coma presença de todos após a bênção, antes do “Ide em paz”. Nº 324

LITURGIA EUCARÍSTICA


NOTAS SOBRE O ESTDUDO Nº 79 DA CNBB - A MÚSICA LITÚRGICA NO BRASIL

APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS
Este canto, que acompanha o gesto de colocar os bens em comum, juntamente com o pão e o vinho que serão consagrados e partilhados na Ceia do Senhor, serve de introdução à Liturgia Eucarística, à refeição-memorial do Senhor. A letra deste canto não precisa falar, necessariamente, de Pão e de vinho ou de ofertório, mas pode ser de um texto apropriado de louvor, de acordo com o tempo litúrgico. Nº 319

SANTO
Para concluir o Prefácio da Oração Eucarística ou então para cantar o louvor de Deus na celebração da Palavra, o povo todo aclama o Senhor. O ideal seria se o Santo estivesse no mesmo tom em que o Prefácio foi cantado. Recomenda-se que o canto se atenha à própria Aclamação, sem se introduzir alterações no texto. Nº 303

ACLAMAÇÃO MEMORIAL – EM RESPOSTA AO “EIS O MESTÉRIODA FÉ”
O missal oferece algumas fórmulas que expressam o anúncio do Mistério Pascal, comemorando o abaixamento e a glorificação do Senhor e pedindo sua vinda. Das três aclamações propostas no Missal, as traduções mais aclamativas são a primeira e a terceira (“Vinde, Senhor Jesus!”; “Salvador do mundo, salvai-nos”). Textos alternativos que expressam a fé na presença real, naquele momento, devem ser excluídos, pois alteram o sentido litúrgico. Esse é o momento do Memorial, do anúncio do Mistério Pascal, e não de devoção à Presença Real. Portanto, não se deve substituir essa aclamação por um canto eucarístico. Sendo uma das aclamações mais importantes da Missa, convém muito que seja cantada por todos em resposta ao “Eis o mistério da fé”.
Nº 304

ACLAMAÇÕES DA ORAÇÃO EUCARÍSTICA
Durante a Oração Eucarística estão previstas várias aclamações da assembléia. É o jeito mais significativo de o povo participar do grande louvor, da solene Ação de Graças, da Bênção das Bênçãos. Nº 323

AMÉM – DOXOLOGIA
Mediante esta aclamação, os fiéis, concordam com toda a Oração Eucarística. Nº 305

LITURGIA DA PALAVRA


NOTAS SOBRE O ESTUDO Nº 79 DA CNBB - A MÚSICA LITÚRGICA NO BRASIL

SALMO RESPONSORIAL
Para a Liturgia da Palavra ser mais rica e proveitosa, há séculos um salmo tem sido cantado como prolongamento meditativo e orante da Palavra proclamada. Ele reaviva o diálogo da Aliança entre Deus e seu povo, estreita os laços de amor e fidelidade. Deve ter sempre sintonia como tempo litúrgico, a festa ou ocasião. O Salmo não pode ser substituído por um canto. Para facilitar a acolhida da Palavra de Deus, é recomendável breve período de silêncio entre a leitura e o canto do Salmo Responsorial. Nº 317

O ALELUIA (ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO)
A aclamação “Hallelu-Jah” (Louvai ao Senhor!), que tem sua origem na liturgia judaica, ocupa lugar de destaque na tradição cristã. Mais do que apenas ornamentar a procissão do Livro, sempre foi a expressão de acolhimento solene de Cristo. Por ser diferente do Salmo, o verso entre o canto duplo do Aleluia, em geral, é uma citação no Evangelho que se segue. No tempo em que o Aleluia é omitido, cante-se um verso aclamativo da Sagrada Escritura. É de bom costume repetir o “Aleluia” após o Evangelho. Nº 302

CREIO
Por esta “Profissão de Fé” a assembléia responde à Palavra de Deus, proclamada na Liturgia da Palavra, confirmando para si mesma, a regra de fé, no momento em que passa a celebrar a Liturgia Eucarística. É o texto que tem sido menos musicado, se for cantado que seja numa simples cantinela. Nº 311



ORAÇÃO UNIVERSAL
Na Oração Universal, ou Oração dos Fiéis, exercendo sua função sacerdotal, o povo suplica por toda humanidade. A primeira e mais solene é a da Sexta-Feira da Paixão, em que as intenções também são cantadas. Nº 312

RITOS INICIAIS


NOTAS SOBRE O ESTUDO Nº 79 DA CNBB – “A MÚSICA LITÚRGICA NO BRASIL”

CANTO DE ABERTURA (OU ENTRADA)
O Canto de Entrada, inserido nos ritos iniciais, cumpre antes de tudo o papel de criar comunhão. Seu mérito é de convocar a assembléia e, pela fusão das vozes, juntem os corações no encontro com o Ressuscitado. Este canto tem de deixar a assembléia num estado de ânimo apropriado para a escuta da Palavra de Deus. Nº 313

SENHOR, TENDE PIEDADE (ATO PENITENCIAL)
A breve ladainha do “Senhor, tende piedade” tradicionalmente era uma oração de louvor a Cristo Ressuscitado feito Senhor, pela qual a Igreja pedia que mostrasse sua amorosa bondade. Posteriormente, este canto foi incorporado ao rito penitencial e começou a fazer parte de um momento de reconciliação. A música, o canto, a expressão corporal, nesse momento, devem propiciar o encontro com o Pai das Misericórdias e Deus de toda consolação. Além do tradicional “Senhor, tende piedade”, poderemos encontrar fórmulas mais ricas no Missal Romano. Nº 307

GLÓRIA
O Glória, que é um hino antigo, iniciado com o louvor dos anjos na noite do natal. A entonação inicial deste hino não é mais reservada a quem preside e pode ser feita por um solista ou pelo coral. Hinos se cantam, não se falam. O hino do Glória não seja substituído por qualquer hino de louvor ou por paráfrases que se distanciam demasiadamente de seu sentido original. Nº 308

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A MISSA - RITO DA COMUNHÃO

Concluída a Oração Eucarística, o sacerdote diz a exortação que precede o Pai Nosso, e com ela inicia o Rito da Comunhão. O Pai Nosso foi introduzido por São Gregório Magno Papa, como oração preparatória para a Comunhão.
Quando rezamos o Pai Nosso na Missa, ele não termina com "Amém", porque na Missa esta oração só é concluída quando toda a assembléia diz "Vosso é o Reino, o Poder e a Glória para sempre".
Após o Pai-Nosso, segue-se o Rito da Paz, o Sacerdote parte o Pão Eucarístico. O Sacerdote coloca uma parte da hóstia no Cálice, significando a unidade do Corpo e do sabgue do senhor na obra da salvação.
O Cordeiro de Deus é o canto da assembléia que acompanha a Fração do Pão.
Durante a Comunhão, entra-se um canto que exprime, pela unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes e demonstra a alegria dos corações. Prevê-se que antes de receber a comunhão haja um sinal de reverência, uma inclinação de cabeça o9u de corpo, que deverá ser feita enquanto o que está à frente recebe a Comunhão.
O Canto de Ação de Graças, deve levar a todos uma adoração e louvor a Deus pela partilha do pão. Não esquecer de respeitar o silêncio.
O Canto Final deve ser alegre, pois é o canto de envio da assembléia.

A MISSA - LITURGIA EUCARÍSTICA


A Liturgia Eucarística compreende a preparação das Ofertas, Oração Eucarística e Comunhão.

O momento das ofertas é a preparação do Altar para o Sacrifício Eucarístico. O pão e o vinho são levados ao celebrante. Há a infusão da água no vinho a ser consagrado, simbolizando a natureza humana unida a natureza divina no mistério da Encarnação (o novo povo de deus nascidos das águas do Batismo). Os fiéis ofertam os dons que ajudarão na manutenção do Templo.

A Oração Eucarpistica (=oração de Ação de Graças), chamada também de Anáfora(=aquilo que se lança sobre) vai do diálogo do sacerdote com a assembléia "o Senhor, esteja convosco", que introduz o Prefácio, até o grande Amém da doxologia (=glorificação). Através deste Amém, a assembléia assume e faz sua toda a Oração Eucarística.

A MISSA - LITURGIA DA PALAVRA

A parte principal da Liturgia da Palavra (a Mesa da Palavra de Deus) é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a Profissão de Fé e as Preces da Comunidade.
As leituras dos domingos estão distribuídas num ciclo de três anos: A (Mateus), B (Marcos), C (Lucas), João não tem ano especial porque é o evangelhista dos períodos solenes.
A Primeira Leitura é escolhida do Antigo Testamento de acordo com a temática do Evangelho. Todavia, o Tempo Pascal faz exceção a esta regra, pois a Primeira Leitura é tirada dos Atos dos Apóstolos, pois esse livro narra a vida da Igreja logo após a Ressurreição do Senhor.
A Segunda Leitura é tirada das epístolas do Novo Testamento, são lidas sem ligação com o tema do Evangelho, contudo o tema é sempre uma vivência para a nossa santificação.
O Salmo Responsorial, é escolhido para proporcionar uma resposta ao texto lido anteriormente, ou seja, a Primeira Leitura.
No Evangelho, quem nos fala é o próprio Cristo que nos dá o anúncio da salvação. Todos se encontram de pé demonstrando a sua disponibilidade ao que o Senhor vai falar. Ao anúncio do Evangelho nos persignamos (fazemos o sinal-da-cruz) na fronte, para que a mensagem penetre em nossa mente; sobre os lábios, para que proclamemos aos irmãos a mensagem recebida e no peito, para que vivamos a mensagem que nos será anunciada.
A homilia constitui uma conversação sobre o mistério celebrado, em geral a partir das leituras bíblicas que foram proclamadas.
A Profissão de Fé, recitada ou cantada pelo sacerdote com o povo estando todos de pé visa uma afirmação de fé por parte do povo.
Na Oração Universal ou Oração dos Fiéis, o povo responde à Palavra de Deus acolhida na fé e, exercendo a sua função sacerdotal eleva preces a Deus pela salvação de todos. Normalmente as intenções são pelas necessidades da Igreja, pelos poderes públicos, pela salvação de todo o mundo, pelos que sofrem qualquer dificuldade e pela comunidade local.

A MISSA - RITOS INICIAIS

O primeiro Rito é o próprio fato de os fiéis se reunirem em assembléia. O povo se congrega para ouvir a Palavra de deus e renovar sua aliança com Ele.
Os Ritos Iniciais da Missa são: Canto de Entrada, Saudação do Altar e do povo reunido, Ato Penitencial, Glória e Oração de Coleta.
O Canto de Entrada é o canto que acompanha a caminhada do sacerdote e dos ministros (símbolo do povo em caminho), a finalidade deste canto é abrir a Celebração e promover a união da assembléia.
Na Saudação do Altar é necessária pois o Cristo está presente no símbolo do altar e na assembléia, por isso o celebrante saúda o altar com um ósculo (beijo), abre a celebração em Nome da Santíssima Trindade e saúda a assembléia, desejando o Amor do Pai, a Graça de Cristo e a comunhão do Espírito Santo.
No Ato Penitencial o sacerdote convida a assembléia a um exame de consciência, e após breve pausa (silêncio), através de uma fórmula de confissão geral, reconhecemos nossos pecados, e o sacerdote realiza a absolvição dos pecados leves.
O Glória, clama com alegria, a confiança e a esperança que sempre marcaram os fiéis. É a fé de alguém que conhece a providência divina. Não pode ser substituído por outro texto.
A Oração do Dia, também chamada Coleta é a primeira oração própria do presidente da celebração, mas que supõe e requer o assentimento de toda a assembléia através do Amém. O sacerdote convida o povo a rezar dizendo "Oremos", todos se conservam em silêncio por alguns instantes, oferecendo suas intenções pessoais, o sacerdote coleta as orações interiormente formuladas e reza a oração do dia.

UM POUQUINHO DE LITURGIA NA MISSA

O termo Liturgia é uma palavra extra bíblica, vem dos vocábulos gregos e significa "obra para o povo". O Concílio Vaticano II nos definiu: "É uma ação sagrada, através da qual, com ritos, na Igreja e pela Igreja, se exerce e prolonga a obra sacerdotal do Cristo, que tem por objetivos a santificação dos homens e a glorificação de Deus".

MÚSICA E LITURGIA

Conforme a orientação do Concílio Vaticano II, a música apropriada à Liturgia é aquela que está mais intimamente integrada à ação litúrgica e no momento ritual ao qual se destina.
A criação de um repertório bíblico-litúrgico pressupõe o cumprimento de alguns critérios:
  • Os textos dos cantos sejam retirados da Sagrada Escritura ou inspirados nela
  • As melodias devem ser acessíveis à grande maioria da assembléia, porém belas e inspiradas
  • Sejam evitados melodias e textos adaptados de canções populares, trilhas sonoras de filmes e novelas
  • O tempo do ano litúrgico e suas festas
  • O jeito da cultura do povo
  • Os salmistas jamais deverão substituir o salmo responsorial por outro canto

O MINISTRO DA MÚSICA


O ministro de música exerce um ministério, ou seja, presta um serviço. Então, conclui-se que é alguém que serve a Deus e também à comunidade com sua arte.
O termo serviço já manifesta uma pré-disposição à humildade. Se somos servos de Deus não podemos ser contrários à Sua vontade.
O músico é qualquer pessoa com talento para as artes, que empunha um instrumento musical e faz música, seja tocando ou cantando. Já o Ministro da Música deve ser uma pessoa primeiramente de oração, um verdadeiro adorador, alguém que caminha junto de sua Igreja, que conhece e cumpre os mandamentos de Deus e sabe ouvir a voz do Senhor em seu coração. Ele silencia diante de Deus e sabe intuir a canção agradável ao Senhor e que vai tocar o coração de quem a ouve, permitindo assim que o Senhor realize prodígios e milagres por meio de uma simples canção.
O Ministério de Música é quem marcha à frente, é por isso que quem serve a Deus na música é mais atacado, porque é exatamente a música que faz o exército marchar confiante.
Não esqueçamos: "Importa que Ele cresça e eu diminua". João 3, 30


terça-feira, 19 de outubro de 2010

AS VESTES E AS CORES LITÚRGICAS

Os paramentos sacerdotais: "Revestir-se de Cristo"

Este simbolismo que podemos apreciar na vida cotidiana, verifica-se com muito maior intensidade nas vestes litúrgicas, especialmente nas da Celebração Eucarística. Ao ser ordenado, o sacerdote reveste-se de Cristo, e esse fato é representado em cada Missa. O Papa Bento XVI afirmou que "os paramentos litúrgicos pretendem precisamente ilustrar o que significa 'revestir-se de Cristo', falar e agir in persona Christi (na pessoa de Cristo)".
O olhar do coração deve dirigir-se ao Senhor
Após lavar as mãos, pedindo a Deus para "limpá-la de toda mancha", o sacerdote coloca o amicto ao redor do pescoço e sobre os ombros, rezando: "Imponde, ó Senhor, sobre minha cabeça o elmo da salvação, para defender-me de todos os assaltos do demônio".
O nome deste paramento provém do latim 'amictus' (cobertura, véu) e sua origem remonta ao século VIII. Sobre seu simbolismo, afirma Bento XVI: "No passado - e nas ordens monásticas ainda hoje - ele era colocado primeiro sobre a cabeça, como uma espécie de capuz, tornando-se assim um símbolo da disciplina dos sentidos e do pensamento, necessária para uma justa celebração da Santa Missa".


A alva: lembrança da veste de luz recebida no batismo

Durante os primeiros séculos do Cristianismo, o vestuário dos eclesiásticos era idêntico ao dos leigos. Em plena perseguição religiosa, a prudência os aconselhava a evitar qualquer sinal que denunciasse aos agentes do governo seu "delito" de pertencer à Igreja e adorar o único Deus verdadeiro, infração punida com a morte naquela época.
No século VI, entretanto, deu-se no vestuário dos leigos uma transformação completa. Enquanto os romanos, influenciados pelos bárbaros que invadiram o Império, adotaram a veste curta dos germanos, a Igreja manteve o uso latino das longas vestimentas, as quais tornaram-se o traje distintivo dos clérigos e pouco a pouco ficaram reservadas para as ações sagradas.
Daí provém, entre outras, a alva, uma túnica talar branca. Ela é a veste litúrgica própria do sacerdote e do diácono, mas podem trajá-la também os ministros inferiores, quando devidamente autorizados pela autoridade eclesiástica. Ao revestir-se dela, o sacerdote reza: "Purificai-me, ó Senhor, e limpai meu coração para que, purificado pelo sangue do Cordeiro, possa eu gozar da felicidade eterna".
Essa oração alude à passagem do Apocalipse: os 144 mil eleitos "lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiero" (Ap 7, 14). Evoca também o vestido festivo que o pai deu ao filho pródigo, quando este voltou sujo e andrajoso à casa paterna, bem como a veste de luz recebida no batismo e renovada na ordenação sacerdotal.

O cíngulo da pureza

Revestido da alva, o sacerdote cinge-se com o cíngulo, um cordão branco ou da cor dos paramentos, símbolo da castidade e da luta contra as paixões desregradas. Enquanto o prende à cintura, o ministro de Deus eleva a Ele esta prece: "Cingi-me, Senhor, com o cíngulo da pureza e extingui meus desejos carnais, para que permaneçam em mim a continência e a castidade".


A estola da autoridade

Em seguida, o sacerdote reveste-se da estola, uma faixa do mesmo tecido e da mesma cor da casula, adornada de três cruzes: uma no meio, e as outras duas nas extremidades. Ela simboliza a autoridade espiritual do sacerdote, e do outro lado, o jugo do Senhor, que ele deve levar com coragem, e pelo qual há de recuperar a imortalidade. O padre a coloca em torno do pescoço, depois a cruza sobre o peito e passa por baixo do cíngulo, enquanto reza: "Restaurai em mim, Senhor, a estola da imortalidade, que perdi pela desobediência de meus primeiros pais, e, indigno como sou de aproximar-me de vossos sagrados mistérios, possa eu alcançar o gozo eterno".


O jugo do Senhor, simbolizado pela casula

Por último, coloca a casula, que completa a indumentária própria à celebração da Santa Missa. A oração para vesti-la também faz referência ao jugo do Senhor, mas lembrando o quanto este é leve e suave para quem o carrega com dignidade: "Ó Senhor, Vós que dissestes: 'Meu jugo é suave e Meu peso é leve', fazei que eu seja capaz de levar esta vestimenta dignamente, para alcançar a Vossa graça".

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

BUSQUEMOS A SANTIDADE NO NOSSO NAMORO

  1. Masturbação

A Igreja Mãe, é sábia. Nos coloca com todo seu magistério e confirmação do Espírito Santo, que o ato de se masturbar é pecado gravíssimo para a humanidade. Esse ato coloca a sexualidade - que consiste na união de dois filhos amados do Criador - em puro egoísmo e dureza de companheirismo e amor.

Quando o homem ou a mulher se masturba, coloca o seu corpo que é templo do Espírito Santo em perfeita profanação àquele que faz do nosso próprio corpo o seu templo. E a Profanação pode ser ainda maior, pois a cada Eucaristia que participamos e comungamos, nós nos tornamos o próprio tabernáculo que guarda o Corpo e Sangue do Cristo Eucarístico.

Ao cometer este ato de puro egoísmo, o homem ou a mulher se isola e quebra a aliança que o Cristo fez com o seu próprio Sangue. Vale lembrar que nos tempos atuais, a masturbação é considerada um ato de conhecimento pessoal de nosso corpo. O mundo nos submete a ver e sentir as propagandas explícitas incitando, principalmente os jovens, a se conhecerem através da masturbação a sexualidade.

  • Masturbação Visual

A masturbação visual consiste em ver o mundo com os olhos do puro sexo. Estamos envolvidos por filmes, revistas e propagandas que só se baseiam em mostrar e repartir a família. Nossos olhares são pegos com propagandas sem nenhum escrúpulo, que devemos sempre estar com a sexualidade a flor da pele.

O jovem é induzido a engolir um mundo que é materialista, que para vender seus produtos, apela para a sexualidade desenfreada a fim de seduzir novos clientes. Não podemos nos "poluir" com esses excessos de pornografia visuais que o mundo pluralista envolve cada vez mais a humanidade. Mas ressaltamos que se temos indícios que nos levam a essa pornografia, também não podemos nos deixar levar por isso. Muitos jovens aproveitam para se desculpar que se masturbam por causa das propagandas que incentivam tal coisa. Mas se de um lado temos algo que nos incentiva, de outro temos a força do Espírito Santo, que nos dá coragem para não nos poluirmos.

Temos que levar a nossa fé também aos meios de comunicação e gritar que somos templos do Espírito Santo. Que Deus nos quer puros e santos e que qualquer pornografia que nos leve a masturbação seja destruída com o poder de nossas orações.

  • Masturbação Escrita

Ainda dentro desse contexto temos a masturbação escrita, que são as revistas e livros pornográficos ou mesmo piadas.

Entendemos que tudo isso é pecado gravíssimo, pois se nós somos testemunhas vivas e tabernáculo do Cristo Eucarístico, devemos pelo desejo de buscar a santidade, destruir e fugir de tudo que nos leva a esse pecado.

Queremos sempre colocar nossas vidas a disposição do Senhor, colocar nossa sede de santidade na nossa sexualidade que pertence ao Cristo. Satanás tem atingido muitos filhos de Deus através da sexualidade desenfreada, colocando a masturbação como uma delícia, mas na verdade a masturbação nos leva a romper a aliança que temos com Deus.

Assim somos convidados a queimar toda a pornografia escrita e buscar não se poluir com a pornografia visual. E o mais importante, largar o pecado da masturbação e se confessar. E a cada dia consagrar-se ao Cristo e esperar o dia que Deus colocará a pessoa certa para que possa haver a entrega de dois filhos amados de Deus, isto é, de acordo com os mandamentos da Santa Madre Igreja, em que os dois fazem o voto de entregar-se um ao outro no sacramento do matrimônio.

10 MANDAMENTOS PARA UM NAMORO SANTO

  1. Consagrar o namoro a Cristo
  2. Não pecar contra a castidade
  3. Ter o diálogo como base do relacionamento
  4. Não pensar e nem provocar carícias excessivas
  5. Não ser motivo de escândalo
  6. Não tomar posse do outro
  7. Sempre usar roupas adequadas
  8. Ser exemplo para os outros
  9. Ter a sinceridade como princípio de todas as coisas
  10. Deixar Deus conduzir o namoro

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Santa Faustina e a Imagem de Jesus Misericordioso

O modelo de Jesus Misericordioso foi mostrado em visão à Santa Faustina no dia 22 de Fevereiro de 1931: "A noite, quando me encontrava na minha cela, vi Nosso Senhor vestido de branco. Uma das mãos erguida para a bênção, e a outra tocava-lhe a túnica entreaberta, sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e o outro pálido... Logo depois, Jesus me disse: 'Pinta uma imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós' (Diário nº 47) e ainda: 'Quero que essa imagem seja benzida solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia' (Diário nº 49)".

Os raios do Sangue e da Água, que brotavam do coração, transpassado por uma lança, e as cicatrizes das chagas da crucificação relembram os acontecimentos da Sexta-Feira da Paixão.

O que chama atenção nessa imagem de Cristo, são os dois raios. Cristo perguntando sobre esta imagem (significado), esclareceu: "O raio pálido significa a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas. Feliz aquele que viver à sua sombra".

A imagem de Jesus Misericordioso, é conhecida como Imagem da Misericórdia Divina, o que por sinal é justo, pois é no mistério pascal de Cristo que mais claramente se revelou o amor de Deus para o homem.

Santa Faustina - infância e entrada no convento


Não podemos falar sobre a Devoção à Divina Misericórdia, de Jesus Misericordioso, Terço da Misericórdia, sem falar de Santa Faustina, que é a grande apóstola da Misericórdia.

Santa Maria Faustina Kowalska, nasceu como a terceira filha de dez irmãos numa família profundamente religiosa na Polônia. Foi batizada na Próquia de São Casimiro e lá recebeu o nome de Helena. Frequentou a escola mas não chegou a terminar a terceira série.

Desde criança destingui-se pela piedade, pelo amor à oração, pelo zelo, pela obediência e por uma grande sensibilidade às misérias humanas.

Sentiu o chamado à vocação desde os 7 anos, porém seus pais não permitiram sua entrada no convento por não ter dinheiro para o dote. Com isso Helena procurou abafar esse chamado divino, com isso, a amargura invadia seu coração. A partir de então, ela se rendeu às vaidades mundanas até o dia em que teve uma visão de Cristo Sofredor e ouvir as palavras de repreensão d'Ele: "Até quando hei de ter paciência contigo e até quando me desiludirás?" Com isso, Helena deixou disfarçadamente a festa e foi até a catedral, sem prestar atenção em nada que ocorria a sua volta, caiu de bruços diante do Santíssimo Sacramento e pediu ao Senhor que falasse para ela o que fazer. Então ele ouviu as seguintes palavras: "Vai imediatamente a Varsóvia, e lá entrarás no convento".

Helena bateu em muitas portas de casas religiosas, porém após de percorrer várias, foi aceita na Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia. A Superiora ao recebê-la lhe promete admissão no convento, porém a aconselha a trabalhar afim de ganhar o suficiente para um modesto dote.

Depois de um ano trabalhando como doméstica, no dia 1º de Agosto, Helena entra para o Convento de Nossa Senhora da Misericórdia em Varsóvia. Na congregação recebeu o nome de Irmã Maria Faustina.

Realizou o noviciado em Cracóvia e lá, fez seus primeiros votos religiosos.
Após o 1º ano de noviciado, vieram as dolorosas experiências místicas chamadas de noites escuras, na qual uma das primeiras foi: "...E, ao sentir que as forças me abandonavam por completo, deixei-me cair no chão... estava sofrendo tormentos verdadeiramente infernais, que de certo nada se diferenciam dos tormentos do inferno. Nesse estado permaneci três quartos de hora" (Diário nº 24).

Além das noites escuras, Irmã Faustina também sofreu perseguições: "Eis que estou sendo julgada de todos os lados, já não existe em mim nada que tenha escapado do julgamento das Irmãs" (Diário nº 128). Essas perseguições e as noites escuras estão ligadas a realização da missão que lhe foi confiada por Deus. "... A minha alma cansada descansou um pouco e fiquei sabendo que o Senhor estava mais perto de mim durante estas perseguições" (Diário nº 128).

Dois anos após, em 30 de Abril de 1928, Irmã Faustina fez os votos temporários e foi enviada para Varsóvia para trabalhar na cozinha das irmãs.

Liturgia das Horas



O mistério de Cristo, sua encarnação e sua páscoa, que celebramos na eucaristia, especialmente na assembléia dominical, penetra e transfigura o tempo de cada dia pela celebração da Liturgia das Horas "O Ofício Divino". Esta celebração em fidelidade às recomendações apostólicas de "orar sem cessar", está constituída de tal modo que todo curso do dia e da noite seja consagrado pelo louvor de Deus. Ela constitui "a oração pública da Igreja", na qual os fiéis (clérigos, religiosos e leigos) exercem o sacerdócio régio dos batizados. Celebrada "segundo a forma aprovada" pela Igreja, a liturgia das horas é verdadeiramente a voz da própria esposa que fala com o esposo, e é até a oração de Cristo, com seu corpo, ao Pai.
A Liturgia das Horas é destinada a tornar-se a oração de todo o povo de Deus. Nela, o próprio Cristo "continua a exercer sua função sacerdotal por meio de sua Igreja", cada um participa dela segundo o seu lugar próprio na Igreja e segundo as circunstâncias de sua vida: os presbíteros(padres) enquanto dedicados ao ministério da palavra; os religiosos e religiosas, pelo carisma de sua vida consagrada; todos os fiéis, segundo suas possibilidades: "Os pastores de almas cuidaram que as horas principais, especialmente as vésperas, nos domingos e dias festivos mais solenes, sejam celebradas comunitariamente na Igreja. Recomenda-se que os próprios leigos recitem o Ofício Divino, ou juntamente com os presbíteros, ou reunidos entre si, e até cada um individualmente".
Celebrar a Liturgia das Horas exige não somente que se harmonize a voz com o coração que reza, mas também "que se adquira um conhecimento litúrgico e bíblico mais rico, principalmente dos salmos".
Os hinos e as ladainhas da oração das horas inserem a oração dos salmos no tempo da Igreja, exprimindo o simbolismo do momento do dia, do tempo litúrgico ou da festa celebrada. Além disso, a leitura da palavra de Deus a cada hora, e em certas horas, as leituras dos padres da Igreja e dos mestres espirituais revelam mais profundamente o sentido do mistério celebrado, ajudam na compreensão dos salmos e preparam para a oração silenciosa. A "Lectio Divina", em que a palvra de Deus é lida e meditada para tornar-se oração, esta sim enraizada na celebração litúrgica.
A Liturgia das Horas, que é como um prolongamento da celebração eucarística, não exclui, mas requer de maneira complementar as diversas devoções do povo de Deus, particularmente a adoração e o culto ao Santíssimo Sacramento.


Fonte: CIC (Catecismo da Igreja Católica) Nº1174 à 1178

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O SEGREDO DE MARIA


Trabalhe e reze.
Fique em silêncio e reze.
Ame e reze.
Escute e reze.
Não discuta, não queira ter razão: cale-se.
Não julgue, não condene: ame.
Não olhe, não queira saber: abandone-se.
Não arrazoe, não entre na profundidade nos problemas: creia.
Não se agite, não procure fazer: reze.
Não se inquiete, não se preocupe: tenha fé.
Quando você fala, Deus se cala e você diz coisas equivocadas.
Quando você argumenta, Deus é humilhado e você pensa coisas vãs.
Quando você se apura, Deus é distanciado e você tropeça e cai.
Quando você se agita, Deus é lançado fora e você fica na obscuridade.
Quando você julga o irmão, Deus é crucificado e você julga a si mesmo.
Quando você condena o irmão, Deus morre e você condena a si mesmo.
Quando você desobedece, Deus fica distante e você morre.

domingo, 26 de setembro de 2010

LANÇAR AS REDES

Seguindo a sequencia do Evangelho, as pessoas se comprimiam para escutar Jesus. Isto porque Jesus anunciava algo vivo e verdadeiro. Da mesma maneira, deve acontecer cada vez que tocamos. Simplesmente porque aquilo que tocamos é Palavra Viva do Senhor. E atrair multidões não é ter um platéia repleta e sim produzir algo inspirado pelo Espírito Santo, onde a ação de Deus é o principal ator e nós somente um instrumento. Assim, nossa música deve ser um testemunho vivo daquilo que proclamamos. Se a sua música não causa este efeito, algo muito errado está acontecendo. Músicos do mundo cantam suas canções como verdade. Acreditam no que cantam e arrastam multidões, lotam estádios para proclamar, muitas vezes, letras sem sentido e até cultuar satanás. O músico católico canta o Deus Verdadeiro e, na maioria das vezes, não causa este impacto. O que acontece?
Acredito que você tenha questionado seu ministério neste momento. Acabei de questionar o meu. Quando eu canto que creio nas promessas de Deus, tenho que crer verdadeiramente nestas promessas e vivê-las, caso contrário, meu ministério será um eterno jogo de contradições. E as pessoas percebem isto. É algo intuitivo, inconsciente e não adianta disfarçar.
Nossa comunicação não ocorre somente na fala ou na escrita. Nossos gestos, atitudes, entonação da voz, olhar, entre outras coisas, manifestam-se também naquilo que somos e sentimos. A boca fala daquilo que o coração está cheio. Se Deus não está lá (no coração) plenamente, não arrastaremos multidões. Na essência, as pessoas não vêm atrás do músico e sim daquilo que ele está transmitindo. O povo tem fome e está pronto para consumir. Assim aconteceu na multiplicação dos pães. Outras denominações religiosas já perceberam isso e muitos estão fazendo o uso errado desse conhecimento. O catolicismo possui o Deus Vivo e Verdadeiro. Contudo, para transmiti-lo, ele tem que estar conosco. O Emanuel (Deus conosco) tem como sinônimo vida de oração. Por hora, refletiremos um pouco mais sobre a palavra.
Para ressaltar o poder da palavra, dou os seguintes exemplos: recebi uma ligação de um paciente que saiu daqui do consultório questionando uma palavra mal dita por mim no final da sessão. O pior foi que tive a melhor das intenções, mas o resultado foi desastroso. Isto resultou em 20 minutos ao telefone para consertar o que fiz de errado. Ainda bem que deu certo. Em outro caso, a mãe disse a filha: "fique quieta". Desde então, minha paciente estendeu tal ordem para toda sua vida e não conseguia mais se expressar, mesmo quando tinha razão. Trago estes acontecimentos para salientar que palavras têm poder e que elas precisam ser colocadas adequadamente. Portanto, tome cuidado com aquilo que você diz e está verdadeiramente transmitindo.
Neste sentido, temos que fazer constantemente uma revisão em nossa vida e consertar nossas falhas, a fim de proclamar a Boa-Nova. Assim, Pedro fazia com a rede. Estava consertando para nova pesca. Fazendo uma analogia de nossas vidas com a rede, podemos concluir que ela deve ser constantemente consertada, porque basta um pouco de uso e ela se rasga e, com o passar do tempo, não pesca mais nada, nem bota furada.
Isso evidencia que nossa música, consequentemente, é falha. O que, particularmente, me surpreende é o fato de Deus utilizar nossa música para evangelizar. Emprestamos nossa música a Deus e Ele se utiliza dela para realizar a sua obra. É claro que foi Deus quem nos deu a música. Mas, uma vez dada, podemos fazer dela o que bem entendermos. Contudo, não nos esqueçamos que Deus não precisa dela e sim, é Ele quem se faz precisar por empréstimo.
Jesus pediu a barca emprestada a Pedro para evangelizar. Poderia ter dito não a Deus. Não teríamos o papa. Não teria fundado esta Igreja. Eu não estaria aqui escrevendo e você lendo. Mas, muitas vezes, não "emprestamos" nossa música a Deus, mesmo tocando algo com tema religioso. Por exemplo: tocar somente determinada música, tocar somente um estilo de música de meu gosto, não ouvir sugestões de outros membros do ministério. Dissimulados no rótulo de ministros de música, camuflados na hipocrisia da aparência, muitas vezes fazemos do altar nosso palco e dos fiéis nossa platéia. Fingimos que tocamos para Deus e, na verdade, estamos tocando para nosso próprio ego. Pense no seu ministério. É assim?
Deus nos chama à obediência. Jesus disse a Pedro: "Faze-te ao lago e lançai vossas redes para pescar" (Lucas 5, 4b). Pedro obedeceu. Resmungou e obedeceu. Isto significa fazer algo contra a nossa vontade. Deus nos fala e nós nos antepomos à vontade dele, fazendo nossa própria vontade. Isto é um movimento narcísico infantilizado de nossa personalidade. Precisamos crescer e amadurecer.
Pedro confiou na palavra do Senhor e fez o proposto. Quando fazemos a vontade de Deus, as coisas ficam mais fáceis, gerando frutos em abundância. Esta é a pesca com Deus. Ocorre em proporção tão imensa que precisa dos irmãos para ajudar. Isto é o exemplo do trabalho em comunidade. Mas o trabalho sem Deus ocorre de maneira árdua, sem frutos ou muito escasso. Enquanto Pedro não estava com Jesus, a pesca não gerou frutos. Esta é a diferença a ser mensurada em nosso ministério. Se ele não está gerando bons frutos, proporcionando paz, amor, alegria e caridade nas pessoas, significa a ausência de Deus em sua obra ministerial. Pedro parou, ouviu o que o Senhor tinha a lhe dizer e seguiu sua palavra. Isto indica para nós a intimidade com Deus, obtida através da vida de oração. Portanto: joelhos no chão.
Entretanto, a tentação faz com que constantemente nos afastemos do plano de Deus. Ela aparece através do medo em assumir uma vida na qual podem acontecer situações contra nossos desejos. Deus pode nos levar a percorrer caminhos que não gostamos. Outro elemento da tentação é a insegurança em não alcançar uma meta estabelecida por Deus para nossa vida. Imagino que Pedro tenha passado por estes dois sentimentos no momento em que Jesus o convida a segui-lo.
Voltamos ao passado sempre através do pecado. Isto faz parte de nossa personalidade: pulsões instintivas que tentam, em todo momento, sobrepujar nossa consciência. "Ficai alerta..." (Efésios 6, 14a).
Os apóstolos deixaram tudo e o seguiram. Este é o convite de Jesus, neste momento: deixar tudo para segui-lo. Este deixar tudo não é somente no sentido literal de abandonar todas as coisas materiais. No sentido alegórico, é converter-se no sentimento e na razão, passando a crer no Evangelho como meio de mudança de vida. Você crê?
"Texto escrito por Padre Marcelo Rossi, extraido da Revista Terço Bizantino "